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Endlich, Deutschland!

Estou em casa, gente!

Agora prometo que meus posts serão mais curtinhos, visto que irei sossegar e não desbravar o mundo como antes fazia.

Consegui chegar tranquilamente. Meu pernoite sozinha em Madrid na véspera dessa viagem correu bem e eu consegui acordar antes das 6h sozinha! Uhu! (superações em 2012 estão vindo com tudo)

Meu vôo para Hamburg foi pela SwissAir, com conexão em Zurich (posso dizer que estive na Suíça? Acho que não, né? Mas pretendo passar por lá na páscoa!). Essa SwissAir acho que é uma das únicas que dão comida de graça pra passageiro (inclusive chocolate suíço!), estamos mal acostumados no Brasil com as 2 bolachinhas água e sal/amendoins MARAVILHOSOS (neeem) que nos dão, geralmente aqui tem que pagar pra se comer em vôos.

Mas chega de papo e vamos pro que importa, minha chegada! Peguei minha malinha, (acreditem, vim pra uma viagem de 7 meses com uma mala de 20kg, promoções em lojas de roupa que me aguardem) e quando saí vi o Dani, meu irmão querido que não via há mais de ano e sua respectiva gracinha, Luca! E ainda ganhei presentes da Body Shop deles. Fui pegada no paparico.

Pegamos o trem pra Lauenburg e nisso fomos falando do mais novo hobby do Dani - equipamentos fotográficos. E pude registrar a beleza da cunhadinha, saquem só:

image

Já tinham me avisado que a casa era enorme e que Lauenburg era pequena. A casa realmente é grande e Lauenburg nem é tão pequena assim. E tinham vários bilhetinhos espalhados pela casa como esses:

Logo, a Luca me preparou um banho chique:

Sambando na cara da sociedade.

E fomos depois fazer comprinhas num frio danado, já a noite. Meu quarto aqui ainda não está todo pronto! Enquanto isso, estou dormindo no andar de baixo da casa perto do Dani e da Luca pra até não sentir medo de ficar lá em cima sozinha. A casa é antiga, enorme e faz barulho.

Eis que Daniel comentou que não tinha nevado UMA vez nesse inverno e as temperaturas estavam altas, não é que no dia seguinte da minha chegada fica TUDO branquinho?

vista do meu quarto - um mini-porto e o rio Elba

Agora é fazer algumas coisas burocráticas da universidade e daqui, conhecer a minha buddy que já entrou em contato comigo e receber minha mãe e o Dante que virão nos visitar semana que vem. :))

Barcelona pt 2

Continuando o post passado, então. Barcelona!

Tivemos que acordar cedinho no sábado pra ir buscar o tal do carro que alugamos. Chegamos na alugadora (?) e a atendente era brasileira, muy amable. Pegamos nosso corsinha, fui encarregada de pilotar o gps e rumamos a Figueres, pertinho da fronteira com a França.

Mas vocês me perguntam, "que diabos fazer em Figueres?". E não é que o seu, o nosso, Salvador Dalí jaz por lá? É a cidade natal dele, onde construiu um castelo pra sua amada Gala receber menininhos para seu bel-prazer e posar para seus quadros.

O museu fica num teatro construido pelo (dinheiro do) pintor, escritor, designer de jóias (um Da Vinci, praticamente (RIZOZ)). Quando a gente chegou, só vimos um lugar com uns OVOS gigantes, começou a loucuragem desde aí. Antes de passear por lá, almoçamos numa pracinha da cidade, muito charmosinha. Tomei um vinhozinho, comemos e fomos ao teatro de Dalí.

VÉI.

Ele era muito louco (oh, really?)… e o museu era demais, com instalações pensadas por ele enquanto era vivo. 

Vale muito o passeio pra quem for a Barcelona. Em seguida fomos num mini-museu mostrando seu trabalho como designer de jóias. E todas eram lindas, pensadas e até mecanizadas, como um coração coroado que pulsava (que me apaixonei), jóias com portinhas de pedras preciosas que abriam e fechavam. D-E-M-A-I-S.

Terminamos Figueres pelas 16h30 e pensamos: WHAT THE HELL, LET’S GO TO FRANCE! Em uns 25 minutos chegamos nessa cidadezinha que indicaram, Perpignon.

Muito estranho isso de andar 20 minutos e de repente todo mundo fala francês, são mais chatos e tem hábitos de higiene duvidosos. A cidade era grandinha até, talvez tenha alguma universidade lá (terei de perguntar a pai Google), pois tarra cheio de gente jovem confraternizando nas pracinhas. Foi lá que decidi que vou passar minha lua de mel na França. Pontezinhas, canais e francês, é muito clima de romance no ar.

Tendo tomado um café e comido um croissant, já voltamos pra Barcelona direto pro hostel (sem badalações no sábado a noite), pois no dia seguinte tinhamos visita marcada em nada mais, nada menos que nas fábricas da cava Freixenet (climão de riqueza no ar - mas na real o passeio custou 6 euros).

Como acordamos cedo, antes de ir, foi resolvido que passaríamos na frente de obras do bom e velho Gaudí que precisávamos ver ainda:

A Casa Batló

E La Pedrera

Ok. Visto e tirado fotos. Rumo a Freixenet Industries.

Gente, parece passeio de gente madura, vivida, mas não é. Primeiro porque o guia era jovem, falava bem, e era muito AGRADÁVEL a todas as idades.

Uma foto do Jordi (!) nos guiando.

Aprendi como se faz uma cava e como se bebe também.

Saímos da fábrica mortos de fome. Almoçamos e nos vemos obrigados a voltar a Barcelona, já que tínhamos limite de quilometragem para rodar com o carro.

Fomos a um último passeio dentro da capital Catalã - La Catedral com direito a Starbucks nos arredores.

A Catedral fica num bairro com muita construção gótica dentro de Barcelona. Realmente, a cidade é linda arquitetonicamente falando.

Só nos restou então dizer tchau a Barcelona. No dia seguinte já voltaríamos a Granada, onde me quedo (alo, espanhol) e fico pra arrumar as malas (SOCORO!1). Logo rumarei pra Alemanha, onde estruturo meu QG pelos próximos sete meses com meu irmão e minha cunhadinha querida.

Já estou recebendo alguns e-mails da faculdade de lá e, logo, entro em contato com meu Buddy alemão. Ansiedade define.

Beijo procês!

Hola, chicos!

Pessoal, preparem o portunhol, peguem uma garrafita (a/c Bebeth) de cueca-cuela e venham comigo, pois estou curtindo a Espanha adoidada.

Na real não é  bem assim. Meus tempos na Espanha estão bem calmos! Cheguei em Granada e sosseguei por uma semana. Sosseguei mesmo! Era ficar no computador, ler e tomar chazinho nas teterias.

Porém, nessa minha estadia não pude deixar de notar alguns hábitos espanhóis que valem listar:

1. La siesta: a maior parte das lojas abre pela manhã, das 10h-13h e fecha durante a tarde, abrindo lá pelas 17h. GENTE. ALGUÉM ME EXPLICA? :| Depois glr reclama que o país tá na fossa né. (se bem que como trabalhadora local, eu adoraria poder tirar a soneca pós-almoço)

2. #Modas espanholas: ouso dizer que Porto Alegre tá mais bem na fita do que aqui. Sinto tendências mendigas em algumas (falta de banho, de escova no cabelo, de sabão em pó) e tendências periguetes em outras (casaco com pelinhos, bota até as coxas, maquiagem mil-camadas) - Barcelona foge um pouco disso.

3. Tapas: comida daqui, ou melhor, estilo de comer daqui. SENTIDO NENHUM. Você pede tapas e não tem a mínima ideia do que vai comer. São “entradinhas”, saladas, frios, sanduichinhos que você ganha aleatoriamente quando compra uma bebida. E dentre as coisas que vem nas tapas, poucas são realmente deliciosas. Pelo menos é barato :)

4. Portunhol: só vai. 

ENTÃO. Decidimos quebrar a rotina indo para Sierra Nevada! Uma estação de esqui por aqui e vista de cartão postal pra Granada. Fica a 30 minutos de ônibus. E o lugar é lindo e do tamanho de um parque de diversões, já que o pessoal vai pra esquiar só mesmo (não entendi a quantidade de hotéis por lá, really).

Caminha de neve. :}

Como todos nós estamos na terceira idade, esqui não ornava com ninguém. Então apenas curtimos o passeio de teleférico.

Massa. Radical.

Voltei de Sierra Nevada e no dia seguinte já ia curtir o passeio principal de Granada, Alhambra, que fiz ano passado mas decidi ir de novo! Lá encontrei a fabicana Ana Carvalho querida e batemos um papinho a baixo de chuviscos (encontro não registrado por mim pois fiz a hipster e usei a câmera analógica lá, fotos virão daqui a uns dias só). Mas foi bacaníssimo.

Passei os três dias seguintes em Córdoba, onde também fui hipster e registrei analogicamente a beleza da catedral-mesquita de lá. A cidade em geral parecia fantasma, não curti tanto como Granada, Madrid ou Barcelona, mas por ter ido sozinha, foi bem legal como retiro psicológico. Fui até recepcionada com granizo e fiz uma amiga austríaca lá, a Sylvia, ótima companheira de tapas que me ajudou a exercitar o portunhol como nunca. Ah, e muitos gatinhos (felinos) pra se fazer amizade por lá também.

Agora estou em Barcelona, mas deixarei pra contar daqui num próximo post em breve. Mas digo antes pra vocês: aqui é lindíssimo. moraria aqui.

Beijos saudosíssimos!

Primeira semana de viagens: Marrakech!

Oi, gente!

Faz um pouco mais de uma semaninha que parti de Portinho pra essa minha aventura e já estou tendo crises de abstinência (criseS sim: do Ivan, de bebidas -fim do ano foi punk- e da galera). Vocês não imaginam quantas vezes pensei em vocês - que iriam gostar da estrada, de cada objeto novo que encontrei, das comidas, de palácios e tumbas. Pensei em ca-da um em momentos diferentes. Em breve seremos todos ricos e faremos um mochilão mucho louco.
Começando então a saga. O drama já começou no avião, onde tive enjôos e acordei prestes a desmaiar. Mas nada que um gelinho na nuca a 11km de altura não resolvesse. Mas cheguei viva e muito cansada, arrastando uns 80kg de malas metrô afora em Madrid. No dia seguinte fomos pra Marrakech.

Ai, gente, me senti a Jade da novela.

No começo choquei um pouco achando que tarra sofrendo bullying por ser mulher e jovem, mas nem… depois vi que era tudo mania de perseguição minha. Marrakech, apesar de estar cheia de muçulmanos, é bem mais ocidentalizada. Há mulheres islâmicas que não usam mais véu, andam de motinha e até de mãos dadas com marido (mas em geral muita mulher de véu mesmo). Falando em motinha, o trânsito lá é LOUCO demais. Primeiro porque quase não há sinaleiras, depois porque não se usa cinto de segurança e flagrei uma vez QUATRO pessoas em uma moto (2 crianças e o casal). Sem capacete, claro.

O point da galera lá é a Praça/feira Jamaa el-Fnaa com encantadores de cobra, mulheres desenhando henna nas mãos da turistada e MUUUUUUUITAS lojinhas com lustres, bolsas, panos, iguarias & bugigangas em geral. Me deliciei pechinchando lá.
(Ao fundo dessa foto já dá pra ver a barraquinha do famoso suco de laranja de lá. É maravilhoso)
E é incrível como os vendedores conseguem “vender” em quase TODAS as línguas. São bem insistentes também. Nos chamam pras lojas e logo perguntam: “Italiano? Espanhol?” e respondemos: “Brésil” (eles falam francês e árabe lá pra quem não sabe hihi), logo eles falam “Obrigado”. Mas em geral pechinchamos em francês e espanhol, o highlight foi um menino de uns 13 anos que sabia português. E pechinchamos muito!! Cheguei a comprar dois lenços LINDOS de algodão, que sairiam por 60 euros mais ou menos, por 20!! Ai, saí realizada (e 130 euros mais pobre).
Resolvemos, em um dia andando nessas feirinhas, que queríamos ir pro deserto. Todos diziam que valia a pena. Pagamos 70 euros cada um para passar uma noite dormindo numa tenda no deserto. Era só isso que sabíamos. E fomos.
Foi DEMAIS. Só tivemos um pequeno choque, pois nos avisaram que seriam 4h de viagens (pelas montanhas, perigosíssimo) e quando estávamos 6 horas dentro do ônibus indo pra lá, descobrimos que seriam 8 horas no total. Chegamos cansadésimos num lugar, e nem sinal de areia e saara. Nos deixaram num lugar CHEIO de dromedários, apenas, no meio do nada! Uma maravilha! Foi quando descobrimos que iríamos de dromedário até as tendas. Logo pensei: “que divertido! E o bom é que estamos chegando já.” Outra viagem não-esperada. Foram UMA HORA E QUARENTA em cima do “camelo” (que apelidei de Ivan). Acreditem, não é nada agradável pras coxas. Até meu abdômen ficou dolorido. Mas foi lindo porque vimos o sol se pôr e a lua mais brilhante do mundo iluminando o deserto.
Conhecemos várias pessoas na nossa excursão -  italianos (meh), alemães clubbers, alemães bonitos, australianas simpáticas, franceses, brasileiros (ÓBVIO) & etc.
Jantamos lá, tomamos café, ouvimos música marroquina na fogueira à noite. Foi lindo! E na volta a Marrakech paramos em uma Kasbah muito antiga onde, DIZEM, foram gravados Indiana Jones, Cleópatra, Gladiador, Alexandre, Grande, etc. (duvidei, até brinquei lá com uns brasileiros que tinha uma sala especial na Kasbah onde gravaram Matrix).
Kasbah cinematográfica.
No último dia em Marrakech decidimos ir pra feira de novo. Eu acho que minha saia devia estar curta demais (não tava!), porque vários vendedores de lugares que comprávamos coisas ofereciam de brincadeira camelos em minha troca para o Dante. Em um tiraram até foto comigo e me deram um brinco. MENINAS: Se estiverem encalhadas num futuro não próximo, vão pra Marrakech. Lá a coisa é FÁCIO. (Os vendedores da feira de comida são baixo nível, até nos espantaram de lá. Trovavam muito pra ganhar cliente, por exemplo: “Você parece com minha namorada”, “Você é a Britney Spears?”. AFFFFF Mas a comida também nos espantou de lá. A coisa mais decente pra se comer em Marrakech é tipo um espetinho de frango, Brochette. E como só comíamos isso, voltamos pro nosso hotel, onde tinha cozinha no nosso quarto, tipo apart, e fizemos um lanchinho lá.
Enfim, adeus Marrakech, Au revoir! Fomos a Madrid para, no dia seguinte, chegarmos em Granada, onde estou agora. Granada é linda! Mas vou descansar primeiro dessa minha saga Marroquina pra começar a andar por aqui, afinal, fico 20 dias mais ou menos e a cidade é relativamente pequena (mas quero muito ir a Barcelona).
Espero que tenham tido paciência para ler tudo!
Na próxima o post será bem mais breve. É que realmente Marrocos é demais, e precisava contar! :)
Até loguinho!
Küsse
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