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Lauenburg way of life

WELL, GALERA. O post será breve, apenas para contar algumas coisinhas do meu dia-a-dia que tá começando a virar rotina!

Como já contei pra vocês no post passado, estou em Lauenburg por tempo indeterminado. Uma cidade pequenininha, mas que tem tudo, menos muita gente jovem e bonita (tirando nossa casinha que tem gente bonita pá caramba). Mas não há problema algum, visto que em 15 minutos de trem podemos ir a Lüneburg, cidade com universidade e tudo, e mais 30 minutos de lá, estamos em Hamburg <3

No primeiro dia aqui já fomos ao supermercado e já vi nutella de balde (alerta de perigo pisca em neon), porém a filosofia da casa é comer saudável - arroz com legumes, peixe, frutas, iogurte. OU SEJA, god help me! estou confiante que levarei menos quilos pra Porto Alegre. E mais! Comecei academia ontem! Saí de lá meio mal, quis chorar na esteira e etc, mas depois vi que foi bom. O instrutor só falou em alemão comigo e fiquei felizinha que entendi tudo e até falei um pouco com ele.

Falando em deutsch sprechen, em fevereiro vou tentar estudar todo dia sozinha. DEPOIS DE SEIS MESES VAMO VER O RESULTADO.

Hoje fui pela primeira vez a Hamburg nessa minha estadia. Fui conhecer minha buddy e pegar minha student ID na faculdade e um cartãozinho pra andar livremente pelos trens da região a partir de março. Minha buddy é bem querida, alemã, mas filha de chineses. Uma chinesinha simpátchica, mas não sei se vou ser amiga. FICA A DÚVIDA.

Sombra de Hamburg e seu famoso Alster hoje cedo, uns -5˚C

Tá frio, gente. Antes da minha chegada, o inverno tava quente até, chegando no 0˚C. A partir do dia seguinte da minha chegada as temperaturas foram despencando e agora ficam por volta dos -8˚C a noite. Vocês sabem o que isso significa né? Confinamento e festa no edredão. Aliás, a todos os bffs aí em Porto Alegre: troquei vocês por um amigo mais presente.

Forever Alonismo.

Amanhã receberemos visitas para o almoço, um casal amigo do meu irmão e da Luca e da mesma idade que eles, por volta dos 70. Porque aqui, amigos, terceira idade é tendência: nada de álcool, vida noturna e esportes radicais. Vida longa aos idosos Luca e Dani, melhores companheiros de casa que poderia ter! <3 To curtindo demais!

Endlich, Deutschland!

Estou em casa, gente!

Agora prometo que meus posts serão mais curtinhos, visto que irei sossegar e não desbravar o mundo como antes fazia.

Consegui chegar tranquilamente. Meu pernoite sozinha em Madrid na véspera dessa viagem correu bem e eu consegui acordar antes das 6h sozinha! Uhu! (superações em 2012 estão vindo com tudo)

Meu vôo para Hamburg foi pela SwissAir, com conexão em Zurich (posso dizer que estive na Suíça? Acho que não, né? Mas pretendo passar por lá na páscoa!). Essa SwissAir acho que é uma das únicas que dão comida de graça pra passageiro (inclusive chocolate suíço!), estamos mal acostumados no Brasil com as 2 bolachinhas água e sal/amendoins MARAVILHOSOS (neeem) que nos dão, geralmente aqui tem que pagar pra se comer em vôos.

Mas chega de papo e vamos pro que importa, minha chegada! Peguei minha malinha, (acreditem, vim pra uma viagem de 7 meses com uma mala de 20kg, promoções em lojas de roupa que me aguardem) e quando saí vi o Dani, meu irmão querido que não via há mais de ano e sua respectiva gracinha, Luca! E ainda ganhei presentes da Body Shop deles. Fui pegada no paparico.

Pegamos o trem pra Lauenburg e nisso fomos falando do mais novo hobby do Dani - equipamentos fotográficos. E pude registrar a beleza da cunhadinha, saquem só:

image

Já tinham me avisado que a casa era enorme e que Lauenburg era pequena. A casa realmente é grande e Lauenburg nem é tão pequena assim. E tinham vários bilhetinhos espalhados pela casa como esses:

Logo, a Luca me preparou um banho chique:

Sambando na cara da sociedade.

E fomos depois fazer comprinhas num frio danado, já a noite. Meu quarto aqui ainda não está todo pronto! Enquanto isso, estou dormindo no andar de baixo da casa perto do Dani e da Luca pra até não sentir medo de ficar lá em cima sozinha. A casa é antiga, enorme e faz barulho.

Eis que Daniel comentou que não tinha nevado UMA vez nesse inverno e as temperaturas estavam altas, não é que no dia seguinte da minha chegada fica TUDO branquinho?

vista do meu quarto - um mini-porto e o rio Elba

Agora é fazer algumas coisas burocráticas da universidade e daqui, conhecer a minha buddy que já entrou em contato comigo e receber minha mãe e o Dante que virão nos visitar semana que vem. :))

Barcelona pt 2

Continuando o post passado, então. Barcelona!

Tivemos que acordar cedinho no sábado pra ir buscar o tal do carro que alugamos. Chegamos na alugadora (?) e a atendente era brasileira, muy amable. Pegamos nosso corsinha, fui encarregada de pilotar o gps e rumamos a Figueres, pertinho da fronteira com a França.

Mas vocês me perguntam, "que diabos fazer em Figueres?". E não é que o seu, o nosso, Salvador Dalí jaz por lá? É a cidade natal dele, onde construiu um castelo pra sua amada Gala receber menininhos para seu bel-prazer e posar para seus quadros.

O museu fica num teatro construido pelo (dinheiro do) pintor, escritor, designer de jóias (um Da Vinci, praticamente (RIZOZ)). Quando a gente chegou, só vimos um lugar com uns OVOS gigantes, começou a loucuragem desde aí. Antes de passear por lá, almoçamos numa pracinha da cidade, muito charmosinha. Tomei um vinhozinho, comemos e fomos ao teatro de Dalí.

VÉI.

Ele era muito louco (oh, really?)… e o museu era demais, com instalações pensadas por ele enquanto era vivo. 

Vale muito o passeio pra quem for a Barcelona. Em seguida fomos num mini-museu mostrando seu trabalho como designer de jóias. E todas eram lindas, pensadas e até mecanizadas, como um coração coroado que pulsava (que me apaixonei), jóias com portinhas de pedras preciosas que abriam e fechavam. D-E-M-A-I-S.

Terminamos Figueres pelas 16h30 e pensamos: WHAT THE HELL, LET’S GO TO FRANCE! Em uns 25 minutos chegamos nessa cidadezinha que indicaram, Perpignon.

Muito estranho isso de andar 20 minutos e de repente todo mundo fala francês, são mais chatos e tem hábitos de higiene duvidosos. A cidade era grandinha até, talvez tenha alguma universidade lá (terei de perguntar a pai Google), pois tarra cheio de gente jovem confraternizando nas pracinhas. Foi lá que decidi que vou passar minha lua de mel na França. Pontezinhas, canais e francês, é muito clima de romance no ar.

Tendo tomado um café e comido um croissant, já voltamos pra Barcelona direto pro hostel (sem badalações no sábado a noite), pois no dia seguinte tinhamos visita marcada em nada mais, nada menos que nas fábricas da cava Freixenet (climão de riqueza no ar - mas na real o passeio custou 6 euros).

Como acordamos cedo, antes de ir, foi resolvido que passaríamos na frente de obras do bom e velho Gaudí que precisávamos ver ainda:

A Casa Batló

E La Pedrera

Ok. Visto e tirado fotos. Rumo a Freixenet Industries.

Gente, parece passeio de gente madura, vivida, mas não é. Primeiro porque o guia era jovem, falava bem, e era muito AGRADÁVEL a todas as idades.

Uma foto do Jordi (!) nos guiando.

Aprendi como se faz uma cava e como se bebe também.

Saímos da fábrica mortos de fome. Almoçamos e nos vemos obrigados a voltar a Barcelona, já que tínhamos limite de quilometragem para rodar com o carro.

Fomos a um último passeio dentro da capital Catalã - La Catedral com direito a Starbucks nos arredores.

A Catedral fica num bairro com muita construção gótica dentro de Barcelona. Realmente, a cidade é linda arquitetonicamente falando.

Só nos restou então dizer tchau a Barcelona. No dia seguinte já voltaríamos a Granada, onde me quedo (alo, espanhol) e fico pra arrumar as malas (SOCORO!1). Logo rumarei pra Alemanha, onde estruturo meu QG pelos próximos sete meses com meu irmão e minha cunhadinha querida.

Já estou recebendo alguns e-mails da faculdade de lá e, logo, entro em contato com meu Buddy alemão. Ansiedade define.

Beijo procês!

Barcelona pt 1

Vamos fazer o seguinte? Vamos dividir esses meus 4 dias em Barcelona em duas partes pra eu poder falar mais e colocar mais fotos? Vamos!

OBJETIVOS DE VIDA REALIZADOS QUE VALERAM A PENA: Barcelona.

Desde que fiz arquitetura, xonei platonicamente com Barcelona. E consumei esse romance aos 22, muito antes do que eu esperava (obrigada família, pela oportunidadje e pela companhia). As minhas expectativas foram superadas nos meus primeiros 30 minutos aqui, onde pude contemplar a classe feat. malemolência que eram próprias da capital da Catalúnia durante o caminho pro hostel.

(Meus companheiros de viagem Mamãe e Dante num dos cartões postais de Barcelona)

Bom, aqui a língua oficial é o catalão, como muitos sabem. Interessante que ele soa como espanhol aportuguesado, mas a grafia é uma mistura de português e francês. Como não to acostumada, entendi melhor o espanhol. Apesar de todas crianças aqui serem alfabetizadas na língua oficial, todos sabem espanhol (e geralmente tudo tem legendinha). No nosso hostel, o recepcionista nos recebeu sabendo falar português que ele aprendeu quando morou por 3 meses em Pára de Minas (oi???????? como ele foi parar lá, eu não sei). Ficamos num hostel de DOZE andares, enorme, e o prédio era todo moderninho e com vista pra maior obra de arquitetura fálica de Barcelona, a torre Agbar.

Torre Agbar, o pepinão (pra não apelidar de outra coisa)

Dedicamos os nossos 2 primeiros dias para ver as atrações que mais queríamos em Barcelona. Fomos primeiro pra maior delas - La Sagrada Família. Com certeza é o highlight da cidade. Cê chega no lugar, olha pra cima e é ENGOLIDO pruma igreja completamente fora do convencional, decorada com trigos e uvas gigantes, árvore com pombas e torres loucas. Vibe bíblica surreal, é demais. E por dentro também é incrível, e acho que o mais legal é que cê não sente aquela coisa SAGRADA que algumas igrejas inspiram. É clara, alta, aberta.

(VEM!!!11)

Compramos o passeio com direito a subida em uma torre com elevador, 165m. Lá em cima me bateu uma acrofobia (aka medo de altura) e segurei na mão de Gaudí e fui. Tirei uma foto encolhidinha, mas deu pra ver Barcelona de cima. :)

(Aprendi no ANTP que uma modelo profissional não demonstra seu medo nas fotos)

Depois de lá, fomos pra avenida central daqui, La Rambla, com mercados de frutas e sucos, restaurantes com paellas (o Dante se aventurou, eu fiquei no peixinho). vendedores de flores e de pássaros. A avenida desembocou na Plaça de Catalunya, e minha mãe viu uma miragem - uma loja El Corte Inglés de oito andares. Pra quem não sabe, essa é uma loja de departamento da Espanha que tem TUDO. Desde coisas de marca, cds, eletrônicos, coisas de casa, roupas, acessórios, restaurante, etc, mas principalmente, tinha REBAJAS & 10% de desconto para estrangeiros em quase tudo. Nem compramos tanto, mas deu pra ficar ESGOTADA dessa andação toda (até porque eu não curto essas coisas de ficar em loja de departamento).

Suquinhos não-experimentados, mas muito bonitos.

No segundo dia, começamos também com Gaudí (segundo minha mãe, Gauti (alô, Gautier, sdds!)). Fomos ao Parc Güel, maior ASTRAL lá e lindo. Tinha gente fazendo bolha de sabão, músicos tocando, um casal fumando maconha (q) e muitos chinesinhos tirando foto.

O saco foi ter que pegar metrô depois, era tipo 1,5km do lugar. Mas tava sol, tava lindo e tava na Europa, então o sacrifício sempre vale (rs).

(Uma cega e o camaleão símbolo do Parc Güel)

Fomos almoçar no Café Viena, dica da Gabriele Branco, que disse que tinha o melhor sanduíche de Jamón Serrano do mundo. Era bom mesmo :) (obg, Gabi).

(Foto de turista meio falhada, mas dante aprovou o sanduíche depois. E a foto é ilustrativa também, ele se mostrou ser menor Aff publicidade enganosa)

O dia terminou com a gente indo pra Fundação Joan Miró, bem joia. Mas não podia tirar fotos, não pude registrar. Além disso, essa nossa visita não marcou muito a viagem, visto que fomos pra fundação do Dalí no dia seguinte e foi muito mais SHOM.

Barcelona é enorme, tem sempre gente na rua e parece ter uma boa vida noturna também (coisa que não pude descobrir, já que vim com família só). Nos outros dois dias, alugamos um carro e fomos aproveitar as redondezas da cidade. Vou dedicar um outro post pra contá-los. ;)

Por enquanto é isso gente, obrigada pela audiência.

Continuem ligadinhos

Beijos

Hola, chicos!

Pessoal, preparem o portunhol, peguem uma garrafita (a/c Bebeth) de cueca-cuela e venham comigo, pois estou curtindo a Espanha adoidada.

Na real não é  bem assim. Meus tempos na Espanha estão bem calmos! Cheguei em Granada e sosseguei por uma semana. Sosseguei mesmo! Era ficar no computador, ler e tomar chazinho nas teterias.

Porém, nessa minha estadia não pude deixar de notar alguns hábitos espanhóis que valem listar:

1. La siesta: a maior parte das lojas abre pela manhã, das 10h-13h e fecha durante a tarde, abrindo lá pelas 17h. GENTE. ALGUÉM ME EXPLICA? :| Depois glr reclama que o país tá na fossa né. (se bem que como trabalhadora local, eu adoraria poder tirar a soneca pós-almoço)

2. #Modas espanholas: ouso dizer que Porto Alegre tá mais bem na fita do que aqui. Sinto tendências mendigas em algumas (falta de banho, de escova no cabelo, de sabão em pó) e tendências periguetes em outras (casaco com pelinhos, bota até as coxas, maquiagem mil-camadas) - Barcelona foge um pouco disso.

3. Tapas: comida daqui, ou melhor, estilo de comer daqui. SENTIDO NENHUM. Você pede tapas e não tem a mínima ideia do que vai comer. São “entradinhas”, saladas, frios, sanduichinhos que você ganha aleatoriamente quando compra uma bebida. E dentre as coisas que vem nas tapas, poucas são realmente deliciosas. Pelo menos é barato :)

4. Portunhol: só vai. 

ENTÃO. Decidimos quebrar a rotina indo para Sierra Nevada! Uma estação de esqui por aqui e vista de cartão postal pra Granada. Fica a 30 minutos de ônibus. E o lugar é lindo e do tamanho de um parque de diversões, já que o pessoal vai pra esquiar só mesmo (não entendi a quantidade de hotéis por lá, really).

Caminha de neve. :}

Como todos nós estamos na terceira idade, esqui não ornava com ninguém. Então apenas curtimos o passeio de teleférico.

Massa. Radical.

Voltei de Sierra Nevada e no dia seguinte já ia curtir o passeio principal de Granada, Alhambra, que fiz ano passado mas decidi ir de novo! Lá encontrei a fabicana Ana Carvalho querida e batemos um papinho a baixo de chuviscos (encontro não registrado por mim pois fiz a hipster e usei a câmera analógica lá, fotos virão daqui a uns dias só). Mas foi bacaníssimo.

Passei os três dias seguintes em Córdoba, onde também fui hipster e registrei analogicamente a beleza da catedral-mesquita de lá. A cidade em geral parecia fantasma, não curti tanto como Granada, Madrid ou Barcelona, mas por ter ido sozinha, foi bem legal como retiro psicológico. Fui até recepcionada com granizo e fiz uma amiga austríaca lá, a Sylvia, ótima companheira de tapas que me ajudou a exercitar o portunhol como nunca. Ah, e muitos gatinhos (felinos) pra se fazer amizade por lá também.

Agora estou em Barcelona, mas deixarei pra contar daqui num próximo post em breve. Mas digo antes pra vocês: aqui é lindíssimo. moraria aqui.

Beijos saudosíssimos!

Primeira semana de viagens: Marrakech!

Oi, gente!

Faz um pouco mais de uma semaninha que parti de Portinho pra essa minha aventura e já estou tendo crises de abstinência (criseS sim: do Ivan, de bebidas -fim do ano foi punk- e da galera). Vocês não imaginam quantas vezes pensei em vocês - que iriam gostar da estrada, de cada objeto novo que encontrei, das comidas, de palácios e tumbas. Pensei em ca-da um em momentos diferentes. Em breve seremos todos ricos e faremos um mochilão mucho louco.
Começando então a saga. O drama já começou no avião, onde tive enjôos e acordei prestes a desmaiar. Mas nada que um gelinho na nuca a 11km de altura não resolvesse. Mas cheguei viva e muito cansada, arrastando uns 80kg de malas metrô afora em Madrid. No dia seguinte fomos pra Marrakech.

Ai, gente, me senti a Jade da novela.

No começo choquei um pouco achando que tarra sofrendo bullying por ser mulher e jovem, mas nem… depois vi que era tudo mania de perseguição minha. Marrakech, apesar de estar cheia de muçulmanos, é bem mais ocidentalizada. Há mulheres islâmicas que não usam mais véu, andam de motinha e até de mãos dadas com marido (mas em geral muita mulher de véu mesmo). Falando em motinha, o trânsito lá é LOUCO demais. Primeiro porque quase não há sinaleiras, depois porque não se usa cinto de segurança e flagrei uma vez QUATRO pessoas em uma moto (2 crianças e o casal). Sem capacete, claro.

O point da galera lá é a Praça/feira Jamaa el-Fnaa com encantadores de cobra, mulheres desenhando henna nas mãos da turistada e MUUUUUUUITAS lojinhas com lustres, bolsas, panos, iguarias & bugigangas em geral. Me deliciei pechinchando lá.
(Ao fundo dessa foto já dá pra ver a barraquinha do famoso suco de laranja de lá. É maravilhoso)
E é incrível como os vendedores conseguem “vender” em quase TODAS as línguas. São bem insistentes também. Nos chamam pras lojas e logo perguntam: “Italiano? Espanhol?” e respondemos: “Brésil” (eles falam francês e árabe lá pra quem não sabe hihi), logo eles falam “Obrigado”. Mas em geral pechinchamos em francês e espanhol, o highlight foi um menino de uns 13 anos que sabia português. E pechinchamos muito!! Cheguei a comprar dois lenços LINDOS de algodão, que sairiam por 60 euros mais ou menos, por 20!! Ai, saí realizada (e 130 euros mais pobre).
Resolvemos, em um dia andando nessas feirinhas, que queríamos ir pro deserto. Todos diziam que valia a pena. Pagamos 70 euros cada um para passar uma noite dormindo numa tenda no deserto. Era só isso que sabíamos. E fomos.
Foi DEMAIS. Só tivemos um pequeno choque, pois nos avisaram que seriam 4h de viagens (pelas montanhas, perigosíssimo) e quando estávamos 6 horas dentro do ônibus indo pra lá, descobrimos que seriam 8 horas no total. Chegamos cansadésimos num lugar, e nem sinal de areia e saara. Nos deixaram num lugar CHEIO de dromedários, apenas, no meio do nada! Uma maravilha! Foi quando descobrimos que iríamos de dromedário até as tendas. Logo pensei: “que divertido! E o bom é que estamos chegando já.” Outra viagem não-esperada. Foram UMA HORA E QUARENTA em cima do “camelo” (que apelidei de Ivan). Acreditem, não é nada agradável pras coxas. Até meu abdômen ficou dolorido. Mas foi lindo porque vimos o sol se pôr e a lua mais brilhante do mundo iluminando o deserto.
Conhecemos várias pessoas na nossa excursão -  italianos (meh), alemães clubbers, alemães bonitos, australianas simpáticas, franceses, brasileiros (ÓBVIO) & etc.
Jantamos lá, tomamos café, ouvimos música marroquina na fogueira à noite. Foi lindo! E na volta a Marrakech paramos em uma Kasbah muito antiga onde, DIZEM, foram gravados Indiana Jones, Cleópatra, Gladiador, Alexandre, Grande, etc. (duvidei, até brinquei lá com uns brasileiros que tinha uma sala especial na Kasbah onde gravaram Matrix).
Kasbah cinematográfica.
No último dia em Marrakech decidimos ir pra feira de novo. Eu acho que minha saia devia estar curta demais (não tava!), porque vários vendedores de lugares que comprávamos coisas ofereciam de brincadeira camelos em minha troca para o Dante. Em um tiraram até foto comigo e me deram um brinco. MENINAS: Se estiverem encalhadas num futuro não próximo, vão pra Marrakech. Lá a coisa é FÁCIO. (Os vendedores da feira de comida são baixo nível, até nos espantaram de lá. Trovavam muito pra ganhar cliente, por exemplo: “Você parece com minha namorada”, “Você é a Britney Spears?”. AFFFFF Mas a comida também nos espantou de lá. A coisa mais decente pra se comer em Marrakech é tipo um espetinho de frango, Brochette. E como só comíamos isso, voltamos pro nosso hotel, onde tinha cozinha no nosso quarto, tipo apart, e fizemos um lanchinho lá.
Enfim, adeus Marrakech, Au revoir! Fomos a Madrid para, no dia seguinte, chegarmos em Granada, onde estou agora. Granada é linda! Mas vou descansar primeiro dessa minha saga Marroquina pra começar a andar por aqui, afinal, fico 20 dias mais ou menos e a cidade é relativamente pequena (mas quero muito ir a Barcelona).
Espero que tenham tido paciência para ler tudo!
Na próxima o post será bem mais breve. É que realmente Marrocos é demais, e precisava contar! :)
Até loguinho!
Küsse
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